terça-feira, 25 de janeiro de 2011

novamente, a lista de necessidades

Qualquer item dessa listinha vale um CD "Chega de Falsas Promessas" do Canastra, sexta-feira no Espaço Vintage.

É o movimento Se A Solidariedade Pega, dentro da festa Se A Moda Pega

HIGIENE PESSOAL e LIMPEZA
-sabonete
-sabão em barra
-sabão em pó
-pasta de dente
-escova de dente
-papel higienico
-xampu (adulto / infantil)
-desodorante (adulto / infantil)
-fraldas (infantil / geriatrica)
-absorvente intimo
-lenço umidecido
-detergente
-desinfetante
-álcool (liquido / gel)
-cloro

ALIMENTOS
-leite (caixa ou em pó)
-açucar
-café
-farinha lactea
-nescau
-neston
-sal
-óleo
-vinagre
-azeite
-arroz
-feijão
-fubá
-macarrão
-manteiga
-papinha infantil
-farinha de mesa
-latarias em geral (milho, ervilha, sardinha etc..)
-garrafas de água mineiral

mais Canastra com reprodução de email

Voltei, Recife, foi a saudade bla bla bla bla bla...

Não voltei pra Recife, nem voltei de Recife. Simplesmente, voltei. Voltei pra perturba-los e divulgar-me. Estejam preparados! Esse é o momento de desistir e parar.
A única promessa que eu faço é que não vou escrever pouco. No entanto, prometo que esse será o único email de janeiro. E prometo que logo no início de fevereiro mandarei outro email de outra divulgação. E prometo que esse próximo email, de fevereiro, terá tantas palavras (ou quase) quanto esse. Essa é a única promessa que eu faço.

Dessa vez eu venho por causa da minha banda (das outras também).
Dessa vez eu venho por causa de um show (das outras também).
Dessa vez eu venho porque gosto de incomodar (das outras também).
Dessa vez eu venho porque sou incontrolável (das outras também).

Mas desta feita, ao contrário do ano passado, será apenas um email de divulgação do assunto. Ano passado foram 4 emails... um por semana, tratando de shows em temporada. Agora será um só, que vai valer pelos quatro do passado. Um email quatro vezes gigantesco pra tratar de apenas um assunto (ou dois, ou três, ou quatro, ou cinco...).

Pois bem... aqui vou eu.

1 - Canastra
2 - Se A Moda Pega
3 - Espaço Vintage
4 - Sexta, 28 de fevereiro
5 - Solidariedade


Obrigado
d


PS1: Paulo e amantes do radio, a parte que vos toca está no fim do email.
PS2: Play Station 2
PS3: Play station 3
PSP: Essa eu não sei
PS4: Não é só isso... mas começamos bem... resumido... rápido... direto ao ponto... pra pode enrolar depois de dada a informação semi-completa

Pra quem ainda não era dessa maravilhosa lista de incômodo via email ano passado, vou explicar tudo direitinho e aos poucos. Primeira linha:

Canastra 1. [Der. regress. do ant. canistel < lat. canistellu, dim. de canisteu, por infl. de -astro.] S. f. 1. Cesta larga e pouco alta, tecida de fasquias de madeira flexível, ou de verfa: "Foi um devassar de móveis: armários abertos, c a n a s t r a s revolvidas à procura de roupa; camisas, saias, um vestido decente." (Coelho Neto, Turbilhão, p. 328) [Sin. (Bras.): panacu.] 2. Bras. Caixa revestida de couro, na qual se guardam roupas brancas e outros objetos. 3. Bras. As costas; cacunda. 4. Bras. Gír. V. canoa (8). S. 2 g. 5. Bras. Teat. Gír. Canastrão (3). Bater a canastra. Bras. Gír. V. morrer (1).

Canastra 2. [Do esp. amer. canasta, por epêntese.] S. f. 1. Um jogo de cartas de origem argentina, usualmente jogado por quatro pessoas, em duplas parcerias, ou com dois baralhos de 52 cartas mais quatro curingas, das quais recebe 11 cada pessoa, e cujo objetivo é marcar pontos e livrar-se das cartas da mão, arriando-as na mesa em trincas e seqüências, as quais, em combinação com as do parceiro, deverão resultar em pelo menos uma canastra (2), sem a qual não se poderá bater. 2. Nos jogos de biriba, buraco, canastra, etc., a seqüência de sete cartas do mesmo naipe ou conjunto de sete cartas do mesmo valor, podendo qualquer dos dois ser completado com um ou mais curingas. Canastra real. Canastra (2) sem curinga.

Canastra 3. S.m. Bras. F. red. de tatu-canastra [q. v.]. Deu pra ter uma ideia do que é o Canastra? Não? Deve ser porque essa edição do "Novo Dicionário da Língua Portuguesa" que consulto, é de antes da criação da definição que vos apresentarei em breve. Digo isso porque, apesar de não conseguir encontrar a data da impressão desta edição, há nela uma dedicatória do meu avô pra minha mãe, datada de 8 de junho de 1978. Provavelmente um presente espirituoso pelo aniversário de 28 anos de mamãe. Reparem que a trema ainda existia... Eu, particularmente, não entendo quase nenhuma das abreviações de dicionário. O que diabos significa "Der. regress. do ant."? Isso pra citar apenas uma porque não sou de me estender muito quando escrevo. Pois bem, a definição do novíssimo dicionário da língua portugesa lê:

Canastra 4. Uma banda super legal do Rio de Janeiro, da qual fazem parte 5 músicos e Daniel Vasques de Freitas Victor do Espírito Santo.

Assim mesmo... sem abreviações nem enrolações. Do jeito que eu gosto.

Ok? Definido o primeiro ponto? Precisa desenhar?

Segunda linha:

Se A Moda Pega

Não adianta procurar isso no dicionário, que os linguístas ainda não descobriram essa maravilha. Mas eu explico mesmo assim. Se A Moda Pega é uma festa sensacional, anual (às vezes, semanal) do verão carioca. Uma festa que sempre conta com um VJ, um DJ, Canastra, Participações especiais, Lindy Hop e Drinks Temáticos. Ou pelo menos contava. Eu não tenho certeza dos drinks temáticos nessa edição porque isso, convenhamos, nunca foi coisa importante de se divulgar.

Essa foi fácil...

Terceira linha:

Espaço Vintage
Casa de shows/festas/eventos/e afins, localizada na divisa entre a Lapa e o Centro. Pra quem ama a Lapa e vive por lá nas noites boêmias da vida, a gente divulga que é na Lapa. Pra quem diz que nunca mais vai voltar à Lapa, que aquilo é um antro insuportável, aí a gente diz que é no Centro. Mas a casa fica, especificamente, na Avenida Gomes Freire, no número 147. O que, de acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, é Centro mesmo, não Lapa. Taí a prova:
E fica na esquina da Rua Visconde do Rio Branco que, por sinal, não é a Av. Rio Branco. Por favor... a Av. Rio Branco não faz esquina com a Gomes Freire... Av. Rio Branco e Gomes Freire são, inclusive, paralelas. Se elas um dia fizerem esquina, estamos com problemas na crosta terrestre. Confira a foto abaixo pra maiores detalhes de localização (e não pare de ler depois da foto, porque o email não terminou):
Ali no canto superior esquerdo, aquela áreazinha verde, é o Campo de Santana. Do lado direito, como diz a legenda, é a Praça Tiradentes. Esse balãozinho com um "A" dentro, é o Espaço Vintage, onde acontecerá a festa Se A Moda Pega.

Deu pra perceber? Segue o baile, então...

Quarta linha:

Sexta, 28 de fevereiro

Um formato, dentre tantos variados, de data. Um formato mais completo seria Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2011. Há também a opção de adicionar um horário a este formato. Dessa forma, ficaríamos com Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2011 - 22 horas

Ou seja, quando acontecerá a festa Se A Moda Pega (que já está me cansando escrever por extenso, logo: Se A Moda Pega, doravante SAMP)

Quinta linha:

Solidariedade. S. f. 1. Qualidade do solidário. 2. Laço ou vínculo recíproco de pessoas ou coisas independentes. 3. Adesão ou apoio à causa, empresa, princípio, etc., de outrem. 4. Sentido moral que vincula o indivíduo à vida, aos interesses e às responsabilidades de um grupo social, duma nação, ou da própria humanidade. 5. Relação de responsabilidade entre pessoas unidas por interesses comuns, de maneira que cada elemento do grupo se sinta na obrigação moral de apoiar o(s) outro(s): s o l i d a r i e d a d e de classe. 6. Sentimento de quem é solidário (6): A catástrofe despertou a s o l i d a r i e d a d e de todos. 7. Dependência recíproca: É visível na obra desse artista a s o l i d a r i e d a d e entre a razão e a intuição. 8. Jur. Vínculo jurídico entre os credores (ou entre os devedores) duma mesma obrigação, cada um deles com direito (ou compromisso) ao total da dívida, de sorte que cada credor pode exigir (ou cada devedor é obrigado a pagar) integralmente a prestação objeto daquela obrigação.

Podemos usar as definições 1, 3, 4, 5 e 6 para o que estamos falando. Mas a definição 6 é quem melhor define (afinal de contas, é uma definição) essa quinta linha.

O Canastra, em parceria com o Espaço Vintage, está organizando uma campanha para arrecadar mantimentos para a região serrana. No fim do email há uma lista de necessidades, e nós vamos trocar com vocês qualquer item dessa lista por um CD "Chega de Falsas Promessas" do Canastra. Nós vamos arrecadar e o Espaço Vintage vai distribuir. Estamos sendo solidários. E vocês?


Pronto... chegamos ao fim do pentagrama (5 linhas), e acho que já deu pra entender direitinho do que esse email se trata. Viu? Jogo rápido, leitura curta e explicativa.

Acontece que pentagrama é coisa de músico. E todo músico que se preze, lê linhas suplementares. Logo:

Linha Suplementar 1
Como já é de praxe, tradicional e costume, a festa SAMP conta com a sonorização do DJ Juca

Linha Suplementar 2
Como já é de praxe, tradicional e costume, a festa SAMP conta com a videoalização do VJ Maurição

Linha Suplementar 3
O show do Canastra é incrível

Linha Suplementar 4
O show do Canastra fica ainda mais incrível nessas festas SAMP porque conta com participações especialíssimas

Linha Suplementar 5
As participações especiais dessa edição 2011 da festa SAMP são a incrível Silvia Machete e o sensacional Wander Wildner

Linha Suplementar 6
Apresentação de Lindy Hop (pra quem lê inglês, descubra do que se trata aqui. Quem não lê, fica sem saber ou vá à festa SAMP descobrir) com o Rio Hoppers

Linha Suplementar 7
Os ingressos custam a bagatela de 20 reais. Obviamente, mesmo sendo tão baratos, ainda há a possibilidade de conseguir desconto. Para tal, tudo o que você precisa fazer é enviar um email com seu nome completo (ou pelo menos um nome e um sobrenome) para seamodapega@gmail.com
Não é difícil... e você ganha desconto de 5 reais, e paga apenas 15 reais pelo pentagrama completo, mais as linhas suplementares.

Linha Suplementar 8
Já não era sem tempo... finalmente alguém resolveu nos apoiar (já que vocês todos que fingem que lêem esses emails nunca nos apoiam e nunca vão aos shows). Dessa vez, somos apoiadíssimos pelos restaurantes

JASMIM MANGA

e

MIAM MIAM

Já tenho refeições garantidas... Obrigado.


Bom... se você chegou até aqui (depois de ler tudo isso ou pulando tudo isso, se você for o Paulo ou for amante do radio), é porque você quer mais informações a respeito do Canastra, da festa SAMP ou de qualquer outro assunto relevante.
Pois bem, é muito simples... Tudo o que você precisa fazer é estar ne frente de um radio quarta-feira (26 de janeiro) ao meio dia, e sintonizar seu dial na frequência 94,1 FM.
Essa é a faixa, data e horário do programa "Em Branco", sujo slogan é "Quem faz é você, nós divulgamos", e que tem apresentação de Thiago Gomide, Oswaldo Coelho e Paulo Gontijo (e se eu estiver errado, não me corrijam!)

O programa vai ao ar toda quarta feira ao meio dia, mas o que interessa mesmo é que nessa quarta-feira, eu estarei lá, ao vivo, falando esse monte de bobagens pro universo radialístico me ouvir. E Renato Martins estará comigo. Alô povo do Em Branco... se prepare!

E dizem que se você não é do Rio, ou não tem um radio à sua disposição, é possível ouvir o programa no ar em http://bit.ly/embranconoar


Pois bem... depois de tanta bobagem, enrolação e ladainha, eu devo ter esquecido alguma informação importante. Mas não vou esquecer da lista que prometi lá no meio do caminho...

Segue a lista de itens a serem doados (e depois dela, a filipeta da festa)

HIGIENE PESSOAL e LIMPEZA

-sabonete
-sabão em barra
-sabão em pó
-pasta de dente
-escova de dente
-papel higienico
-xampu (adulto / infantil)
-desodorante (adulto / infantil)
-fraldas (infantil / geriatrica)
-absorvente intimo
-lenço umidecido
-detergente
-desinfetante
-álcool (liquido / gel)
-cloro

ALIMENTOS

-leite (caixa ou em pó)
-açucar
-café
-farinha lactea
-nescau
-neston
-sal
-óleo
-vinagre
-azeite
-arroz
-feijão
-fubá
-macarrão
-manteiga
-papinha infantil
-farinha de mesa
-latarias em geral (milho, ervilha, sardinha etc..)
-garrafas de água mineiral

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

great bunch of crap


terça-feira, 26 de outubro de 2010

regulamento aduaneiro????

Nessa era virtual que a gente vive, onde é possível encontrar praticamente tudo online, por que é impossível encontrar o regulamento aduaneiro do Brasil?

Estou às vésperas de voltar de viagem e tenho bens a declarar, mas tenho dúvidas quanto ao que realmente preciso declarar e pagar imposto de importação.

Corri pra internet procurar saber... a busca no google tem resultados bastante conflitantes. Informações desencontradas, opiniões e textos de gente que leu mais ou menos a notícia mas que nunca leu o tal do regulamento. Até porque, ele é difícil de conseguir.

Acabo de esbarrar com um site que disponibiliza o tal... por apenas 150 reais anuais. Esse parece que vem comentado e explicado, o que é uma ótima ideia, visto que o que eu consegui ler, publicado no Diário Oficial em agosto, é praticamente indecifrável. Chega a me dar vontade de imprimir o DO e entrar pela alfândega brasileira sem declarar imposto sobre nada, com a seguinte linha sublinhada no Diário:

CAPITULO II - Do Tratamento Tributário na Importação
Subseção 1 - Da Isenção de Caráter Geral
Art.7 O Viajante procedente do exterior poderá trazer em sua bagagem acompanhada, com isenção dos tributos a que se refere o Art.6:
I - livros, folhetos e periódicos;
II - bens de uso e consumo pessoal

Pra constar, o Art.6 diz:
Será consedida a isenção do imposto de importação (II), do imposto sobre produtos industrializados (IPI), da contribuição para programas de integração social e de formação de patrimônio do servidor público incidente na importação de produtos estrangeiros ou serviços (Contribuição para o PIS/Pasep-Importação) e da contribuição social para o financiamento da seguridade social devida pelo importador de bens estrangeiros ou serviços de exterior (Cofins-Importação) incidentes sobre a importação de bagagem de viajantes, observados os termos e condições estabelecidos nesta Seção.

Pronto... taí... tudo o que eu levo de volta ao Brasil é de uso ou consumo pessoal, portanto, não sobre tributação de II nem IPI nem PIS/Pasep-Importação nem Cofins-Importação)!

Assim está escrito no Diário Oficial do dia 2 de agosto de 2010. É a Portaria Nº 440, de 30 de julho de 2010

Eu não sou advogado, mas também não sou idiota. Ou sou?

O que eu estou perdendo??? E quem quiser dar uma olhada nessa página do DO, é só vir aqui, não prestar muita atenção ao que a moça escreve, e clicar no link dela (um dia eu vou ser competente de fazer um link desses no meu blog sozinho)

Outras leituras interessantes podem ser obtidas aqui, ou aqui. Mas nada é esclarecedor de verdade.


E se por acaso um advogado entendido estiver de bobeira por aí e quiser tentar destrinchar essa loucura que parece ser o Regulamento Aduaneiro do Brasil, fique à vontade pra entrar em contato comigo o quanto antes. Dependendo da resposta, eu nem me preocupo com minha reentrada no país

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

sem aviso (parte 2)

Mais uma tragédia nos moldes de surpresa se dá com os meus.
Dessa vez foi com o Clemént, meu amigo de infância que nem me lembro como conheci porque, se não me engano, ele me conheceu recém nascido.
Somos 11 meses distantes em idade. Desde que me lembro temos uma brincadeira. Ele, viciado em futebol a flamenguista doente, quando chega meu aniversário sempre me dá os parabéns dizendo que eu agora empatei o jogo, quando nossas idades se igualam. Pouco menos de um mês depois, é minha vez de dar os parabéns a ele, sempre "resignado" por ele ter me passado no placar.
Esse ano não deve ser diferente. Talvez só um pouco menos animado porque ele (todos nós, na verdade) perdeu a mãe num acidente de carro.
Zenaide era uma baiana que tinha gostado de virar francesa mas continuava bem brasileira.
Cuidava do filho como se ele nunca crescesse, nunca ficasse mais velho. Na verdade, tratava os amigos do filho da mesma forma. E sempre com muita atenção e carinho. Da última vez que a vi, há dois anos atrás, no apartamento deles em Paris, nos falamos pouco por causa da correria de trabalho dela, do Thierry e do Clemént. Mas me lembro de uma última cena, na cozinha do apartamento, Zenaide e Thierry insistindo em me fazer alguma coisa pra comer de manhã, perguntando como estavam meus pais e irmão, meus avos, nossos amigos de infância de Copacabana, com muita de saudades do Brasil. Contando histórias de como o Clemént estava bem no trabalho, cheios de orgulho. Me fazendo um café que eu não queria, mas que depois de tanto insistirem, eu já tinha aceitado...
São dessas coisas que eu vou lembrar dela. Vai ser muito estranho um dia voltar a Paris e não vê-la.
Clemént e Thierry, como eu já disse no email, estamos longe mas estaremos sempre por perto. É só chamar.

domingo, 3 de outubro de 2010

Das coisas incríveis que vi (parte 3)

Um grupo "perfeito" (porque eles também erram... perdem tempo, esbarram em notas, erram harmonias, melodias... são humanos) como o BMQ obviamente precisa de uma equipe "perfeita" em volta. E depois de passar pouco tempo vendo os dois trabalharem, eu acho que é esse o caso.

Rob Hunter, técnico de som, é um inglês divertido. Entende muito de som, tem uma sensibilidade gigante, ouve pra caralho, e é responsável por fazer a banda soar como deve soar pro público. E ele faz isso como poucos.
Se você for perguntar pra ele, ele vai responder que não faz nada a não ser controlar o monstro que sai de dentro do BMQ pra manter o show num nível aceitavel (não só de volume, mas de energia e equilíbrio).
Verdade que um bom piano sempre ajuda. E quando o pianista é excelente, fica ainda mais fácil. Mas ainda é o Rob quem escolhe e posiciona os microfones. Quem equaliza e mixa o som dos 3 que ele usa dentro do piano.
Verdade que o Eric tocando baixo tira um som que não precisa de muito pra soar foda. Mas ainda é o Rob quem escolhe e posiciona os microfones. Quem equaliza e mixa o som dos 2 que ele usa em frente ao baixo.
Verdade que bateria normalmente soa sozinha num ambiente quase acústico. E que o Justin tira um som do kit dele que é inacreditavelmente equilibrado. Mas ainda é o Rob quem escolhe e posiciona os microfones. Quem equaliza e mixa o som dos 5 que ele usa na bateria.
Verdade que o Branford tem um timbre e um volume, tanto no soprano quanto no tenor (e chegando lá no alto) que ele consegue soar com a banda tocando e ele, completamente acústico. Mas ainda é o Rob quem escolhe e posiciona o microfone. Quem equaliza e mixa o som do dono da banda.

E no final, fica mesmo só o trabalho de conter os ânimos sonoros do quarteto pra não assassinar a plateia, seja fazendo demais ou fazendo de menos. Não é um trabalho que exige muito esforço de preparação do som. O grupo é muito bem equilibrado por si só acusticamente, e isso costuma ser um grande facilitador na hora de amplificar. Mas tanta energia quanto gastam os músicos no palco, gasta o Rob pra se manter concentrado em cada detalhe do que está acontecendo durante a performance, pra ter certeza de que ele está fazendo exatamente o necessário (nem mais, nem menos) pra contribuir com o show. E ele consegue isso (até onde eu sei) sempre.

E atrás do palco, quem cuida dos 5 (4 músicos e 1 técnico) é o Road Manager da banda. Rod Ward. É ele quem cuida das necessidades de cada um dos músicos. Quem monta e desmonta o palco junto com o Rob. Quem se certifica dos detalhes do palco (água, toalhas, etc). Quem cuida dos camarins. Quem resolve problemas de última hora. Quem dá ou nega acesso ao grupo. Quem organiza calendários e finanças. Quem cuida dos instrumentos pré e pós shows. Basicamente, o braço direito do trabalho todo.
Passei bastante tempo conversando com o Rod nas vezes em que nos encontramos. Na primeira delas, em São Paulo 2004, foi ele quem me disse que eu devia procurar o Branford no dia seguinte do show pra passar mais tempo com ele porque isso era uma oportunidade que eu não podia, de jeito nenhum, deixar passar. E nesses dois últimos dias, conheci o cara que está trabalhando há tantos anos nisso (desde antes da época da incrível banda do Sting nos anos 80, equipe da qual o Rod fazia parte) que o trabalho já parece ser parte da natureza e da personalidade dele. Um sujeito calmo, controlado e altamente eficaz. Me disse que aprendeu há tempos atrás que ficar nervoso com as situações e problemas não ajuda em nada. E que hoje, ele não muda o tom de voz pra resolver qualquer problema, por mais absurdo que seja.
E por mais que se escute uma ou outra reclamação aqui ou ali (normalmente de coisas que os músicos reclamam uns pros outros mas não reclamam pra ele, porque se reclamassem essas coisas estaria resolvidas), todos estão muito satisfeitos com o trabalho dele há muitos anos. O que me faz acreditar que ele também é "perfeito".

Não reclamo das equipes que cuidam de mim em minhas bandas. Gosto muito delas, aliás. Acho ambas bastante eficazes e sérias. Assim como eu, ainda têm muito o que aprender e melhorar. Até porque, quando se acha que não é mais preciso aprender ou melhorar, é quando chegou a hora de abandonar o assunto por completo porque ele perdeu o interesse.
Adoraria ter uma equipe "perfeita" como a do BMQ. Mas acredito que, tanto a banda quanto a equipe, são uma verdadeira seleção de peças perfeitas pro trabalho perfeito, que é completamente especial e raro.
Continuo cobrando das minhas equipes que sejam tão profissionais, eficazes e "perfeitas" quanto eu tento ser nos meus trabalhos. Isso já me satisfaz

Das coisas incríveis que vi (parte 2)

Rob Hunter é técnico de som do Branford há muitos anos. Rob viu a evolução do quarteto. Se não me engano, começou a trabalhar com o grupo quando ele era formado por Jeff "Tain" Watts (bateria), Robert Hurst (baixo) e Kenny Kirkland (piano). Ele viu a primeira substituição, quando Eric Reeves entrou no lugar de Hurst pra não abandonar o posto até agora (ainda bem). Viu a substituição forçada por causa da trágica morte do Kirkland, que deu espaço pra entrada do Joe Calderazzo. E agora foi testemunha da troca do "Tain" pelo Justin Faulkner.
Se tem alguém (além do Branford) que conhece o grupo e o som que ele vem fazendo todos esses anos, esse alguém é o Rob.
Foi conversando com ele que eu percebi todo o assunto da energia do grupo, que vem junto com a música, não separada dela. Na verdade, foi ele quem disse as palavras. Eu só associei o que ele dizia ao que eu sentia.
E ele, por mais suspeito que seja porque faz parte do trabalho, disse que o que esse quarteto faz é único no mundo. Ou pelo menos ele nunca conheceu nada parecido. E, na verdade, seria ótimo conhecer. Um trabalho incrível como é o do BMQ deveria ser repetido muitas vezes (não no nível do repertório ou instrumentação ou mesmo estilo musical, mas no nível da qualidade e características em geral). Mas não se vê isso por aí.
Eu também sou suspeito pra dizer porque, afinal de contas, sou muito fã. Mas eu não conheço quem faça música de uma forma tão completa como esse grupo. É um grupo com nível técnico extremamente elevado, mas com uma sensibilidade ridícula de tão grande. Com uma força, uma energia tão fortes e arrebatadoras, mas com uma beleza tão impressionante. O grupo tem um entrosamento que parece que eles realmente pensam as mesmas coisas (de formas completamente diferentes). Um entrosamento que parece que eles tocam juntos há 50 anos quando, na verdade, não deve ter 2 anos inteiros com essa formação. Parece ser um grupo (independente das pessoas) que aceita e entrosa qualquer um que vier (desde que se encaixe no perfil técnico, sentimental, energético e musical). É um grupo que parece ter vida própria e força própria. Que parece falar sozinho. Que te dá uns tapas na cara, te tira da cadeira e que te faz relaxar aparentemente sem fazer nenhum esforço.
Eu não conheço outro trabalho que seja parecido. Adoraria conhecer... de verdade. Acho que eu seria muito mais feliz musicalmente se eu conhecesse um outro trabalho com as características da música que faz o BMQ.
Quando o quarteto está no palco, tocando, se divertindo, se comunicando, o tempo sempre parece menor do que deveria. Quando acaba, você tem certeza de que acabou de começar e de que é muito injusto já estar no fim. Se dependesse de você, eles ficariam ali tocando por horas e horas sem parar. E isso realmente parece possível quando você está assistindo o show. Porque parece que cada um dos quatro se alimenta da energia um dos outros, e da energia do público, e que essa energia não tem fim e aquilo poderia durar pra sempre.
Conversando com o Branford hoje, antes do show, eu me toquei de que obviamente não era o caso. Tudo aquilo que acontece no palco é maravilhoso (pro público e pros músicos). É revigorante enquanto está acontecendo. Mas é exaustivo. Quando ele disse que passou o dia na cama, descansando da noite de ontem, eu me toquei de que quando eu estou no palco, com minhas bandas (que são ótimas pra mim, mas não estão nem perto do que os quatro fazem em termos de dedicação de corpo e alma durante os shows) eu sinto essa realimentação de energia entre os da banda, e entre cada um de nós e a plateia. Eu termino os shows numa animação, numa adrenalina e numa energia que são raros em dias comuns. Mas quando o corpo e a cabeça relaxam, o cansaço que vem é normalmente maior do que o dos dias comuns também. E imaginei como não deveria ser essa sensação depois de se fazer um show como o que o BMQ faz.
Fiquei querendo perguntar pra ele por que ele faz aquilo, se fica tão cansado depois dos shows e com as viagens e os compromissos que não têm nada a ver com a diversão da música. Não perguntei porque achei a minha resposta pra essa pergunta. Aquele momento no palco, fazendo a música (que pode agradar ou não), trocando aquela energia... aquele momento é altamente viciante. E por mais que o depois seja exaustivo, que os compromissos extra-palco sejam sacrificantes e ruins, eles são muito necessários pra se ter aquele momento em cima do palco.

E foi vendo o grupo na noite de ontem e de hoje que eu percebi que muito provavelmente não vou chegar ao nível musical e sensorial deles. Não devo chegar nem perto. Mas tudo bem... isso não pode ser pra todo mundo porque se fosse, não teria nada de especial. Me contento em me esforçar pra fazer o meu melhor quando for a minha vez. Pra dar toda minha energia na troca e pra fazer a minha parte da criação da música. Vou chegar onde tiver que chegar com isso. Mas vou me divertir muito no caminho. E quanto a essa realização especial... vou me contentando (aliás, me contentando muito) em saber que de vez em quando eu vou poder fazer parte dela num palco mundo afora.

Das coisas incríveis que vi (parte 1)

Uma das experiências mais incríveis que eu tive na minha vida foi quando, em 2004, eu assisti o Branford Marsalis Quartet ao vivo em São Paulo.
Eu ainda não escrevia aqui, por isso não há um texto documentando o que foi aquilo.
Naquele sábado, eu iria conhecer um dos meus ídolos (que são pouquíssimos) e ia assistir, de perto e ao vivo, um dos grupos mais impressionantes que eu conheço.
Naquele sábado, eu e Ana chegamos em Sam Paulo de manhã, nos encontramos com o Branford no hotel de tarde e passamos horas conversando. Falando sobre música, footbal, coisas sérias, besteiras, de tudo. Do hotel, encontramos a banda e fomos jantar. E do jantar pro show. Drita do Cavaco foi testemunha desse show também. Eu não tenho palavras pra descrever o que foi aquele dia. Não só pela amizade que se criou mas pelo privilégio de assistir aquele show e aquela banda.

Depois, em 2006, vi outro show do grupo, nos EUA. Mais uma vez impressionante ver como os quatro (Branford Marsalis, Joey Calderazzo, Eric Reeves e Jeff "Tain" Watts) conversavam no palco. Como se divertiam, e que energia impressionante saia daquela música incrível.

Por causa do meu descuido de saúde na viagem pra Europa em 2008, eu perdi a oportunidade de ver esse quarteto por uma última vez em São Paulo. Fiquei sabendo depois que o show foi adaptado pra ser um pouco mais pop pra plateia que aguardava o show da Chaka Kahn, mas que foi excelente ainda assim.

Pouco depois disso o quarteto foi alterado. A saída de Jeff Watts abriu caminho pra revelação de Justin Faulkner. O quarteto novo ainda não gravou nenhum disco e eu só ouvia falar do novo baterista.

Pois ontem eu fui ao Jazz at Lincoln Center assistir o show do novo BMQ.
Por mais que eu tenha percebido a grandeza do grupo em 2004 da primeira vez que eu os vi, na época era tudo muito impressionante, novo e arrebatador, e essa foi a impressão que ficou do grupo.
Por mais que eu tenha confirmado a força que o quarteto tinha em 2006, outras coisas incríveis estavam acontecendo ao mesmo tempo na minha vida, e a impressão do grupo estava misturada aos outros acontecimentos.
Dessa vez não... dessa vez foi só eu, olhando e ouvindo os quatro no palco. Tocando como se não houvesse amanhã. Tocando como se essa fosse a última e única chance de expressar tudo o que cada um deles tem passando por suas cabeças, corações e corpos. Tocando como se aquela plateia fosse a única privilegiada no mundo a interagir com eles. Tocando como se precisassem desafiar, se defender, elogiar e conversar uns com os outros. A energia que cada música trazia era totalmente diferente, mas igualmente forte. Fosse nas músicas novas (duas pancadas) que ninguém da plateia conhecia mas já gostava. Fosse na balada do último disco que é de fazer qualquer um se arrepiar. Fosse no standard pra encerrar a noite, a força daquele som é uma coisa indescritível. Ainda arrebatadora e impressionante.
Mas o mais assustador é que, no meio de toda essa energia, de toda essa comunicação dos quatro com eles próprios e com a plateia, misturado em toda aquela força tem, de fato, música. Tem uma melodia. Tem um sentido. Não é simplesmente demonstração de técnica, energia e força. É tudo isso embalado num maravilhoso pacote de música. Música pra qualquer gosto. Música pra quem gosta de jazz ou não. Música pra quem gosta de dançar ou não (em muitos momentos durante o show, seria muito possível todo mundo levantar e dançar). Música pra quem gosta de música.

Fui repetir a dose hoje. Dessa vez convidado, e com a Brenda junto (que, até onde eu sei, não é fã de jazz, assim como a Ana não era quando foi assistir o quarteto comigo em SP).
O show de hoje foi tão maravilhoso quanto o de ontem. Caminhando perfeitamente por um roteiro que se abriu com uma das músicas novas, seguiu por um Thelonious Monk (Teo), revisitando um clássico do próprio Branford (In The Crease), numa reinterpretação surpreendente (segundo o próprio, graças ao estilo do novo baterista), e encerrando com a minha preferida do último disco (Sando), que é uma longa performance que abre com um solo de baixo (palco limpo pro Eric Reeves fazer o que quisesse nele), recebe lentamente as entradas do piano e bateria, cresce até a aparição do soprano, cresce ainda mais até a aparição de um segundo tema que encerra a música.

E assim terminou a noite pra mim (o show do Terrence Blanchard ia começar pouco depois, mas não tinha espaço pra ele nos meus ouvidos hoje). Dali foi confraternização. Foi rever os músicos, trocar bobagens com Rob e Rod sobre som, sobre produções e sobre mais bobagens, rever a Nick, jantar, me despedir mais uma vez de pessoas com quem eu adoraria ter muito mais contato mas a distância é grande, e vir pra casa escrever sobre o assunto.

Não cabe tudo num post só porque cada assunto é um assunto diferente, e se esse já está grande, imagina se eu resolvesse continuar escrevendo aqui. Quem quiser continuar lendo, pule para os próximos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

sem aviso

Que a morte é inevitável, todo mundo sabe. Mas já que inevitável, pelo menos podia não vir de surpresa.
Sei lá... a morte devia dar algum aviso, qualquer coisa. Uns dias, uma semana, algum tempo. Pra pelo menos preparar as pessoas próximas pro que vai acontecer. Um tempo pra um filho imaginar como vai ser viver sem seu pai. Um tempo pra uma mulher tentar se enxergar viúva. Um tempo pra um irmão se preparar pra perder uma companhia. Um tempo pra um amigo relembrar os bons momentos. Ou pelo menos um tempo pras pessoas se cercarem de familiares, amigos e gente próxima e querida, pra dividirem aquele momento.
A morte não devia chegar do nada, de uma hora pra outra. Não devia se revelar num telefonema internacional no meio da noite, com poucas palavras porque não há muito o que dizer nessas horas. Não devia aparecer num chamado amigo, na porta de casa, com aquele olhar de quem não sabe o que falar ou como falar o que aconteceu. Não devia desfazer planos sem aviso prévio, estragar surpresas, férias, atrapalhar trabalhos. Ela já é triste demais pra ser também arrebatadora.
A morte devia se apresentar, como manda a etiqueta. Se familiarizar com as pessoas com quem vai conviver nos próximos tempos. Tentar, de alguma forma, ser o menos destrutiva possível visto que já vai ser terrível. Se esforçar pra ajudar os que vão ficar por aqui, e sem.
Que a morte é inevitável, todo mundo sabe. Mas já que inevitável, pelo menos podia não vir de surpresa.
Mas quando ela vem assim, o que nos resta fazer é tentar confortar os que ficam da melhor forma possível, mesmo quando a notícia dela vem tão arrebatadora, repentina e de surpresa pra quem está pouco envolvido com quem se vai.
Sergio, vamos fazer um banquete em sua homenagem. Ouvir muito jazz e assistir muitos filmes.
Toda força do mundo ao meu amigo Antonio Tolipan, que perdeu seu pai essa noite. Estamos aqui pra o que for preciso por quanto tempo for preciso.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

de cara nova

Como se eu não tivesse que dormir (não por sono mas por prazer e necessidade). Como se eu não tivesse que acordar cedo amanhã pra brigar com operadora cartão de crédito (chama operadora mesmo?). Como se eu não tivesse nada mais importante pra fazer.
Ainda assim, passei a noite tentando ajustar um novo template de blog pra ele ficar como eu gostaria.

Claro que não consegui. Cheguei perto. Ok... talvez não tão perto. Eu ainda queria que muita coisa fosse diferente. Mas to achando que pra isso eu precisaria ser um expert em html e eu não tenho saco nem tempo (ha ha ha) pra me tornar um.

Então, vai assim mesmo por enquanto

1, 2, 3, testando

Esse post se autodestruirá quando eu conseguir resolver a reconfiguração do layout desse blog, o que dá um trabalho feladaputa quando não se sabe nada de html e se faz tudo na base da orelhada... não que eu esteja dando com a orelha no computador esperando que tudo se resolva, mas é quase isso...

sensacional

sábado, 19 de junho de 2010

mais snoopy (parte2)


Eu também seria uma péssima formiga

quinta-feira, 10 de junho de 2010

imagina o da Romênia

Se o gato daqui é assim...
Eu adoro flagrar esses momentos de deslize por aí. Quinteto Afonso Vieira...

vai perder?

Aqui estou. De volta. Sempre. E sempre pra me divulgar (não diretamente, mas através dos meus trabalhos geniais).

De volta pra te dar mais uma chance de me ignorar e não ir ver um dos meus incríveis trabalhos. De volta pra te dar mais uma oportunidade de ser uma pessoa menor, infeliz, desimportante... uma outra tentativa de se fazer um zero à esquerda.

E agora, de uma vez só, eu vou te dar 4 chances distintas, comprimidas em 3 dias magníficos.

Pra começo de conversa, teremos a minha volta triunfal ao palco do Oi Futuro de Ipanema. São três magnânimas oportunidades de me ver abrilhantando o show do Canastra, banda para a qual empresto minha estrela há mais de dois anos (estrela e anos, não se confunda).

O Canastra faz shows na sexta, sábado e domingo dessa semana (11, 12 e 13 de junho) no Oi Futuro de Ipanema.
Na sexta, o show começa às 21h e não tem nenhum convidado mais especial do que eu mesmo.
No sábado, o show também começa às 21h e os convidados (que se acham) mais especiais do que eu são o casal 20 do rock brasileiro (eu sei que todos os que lêem essas mensagens são amantes e conhecedores profundos do rock brasileiro): Erika Martins e Gabriel Thomaz (não conhece? então vá conhecê-los, seja educado e apresente-se).
No domingo, o show é mais cedo. Começa às 20h e vai ser praticamente uma sessão espírita do rock carioca (ok... eu sei que você não conhece o rock carioca, mas quem se importa com o que você conhece?). O Canastra tem poderes incríveis (graças a mim, claro) e vai reviver uma das bandas mais sensacionais que já existiu (ou existiram) na década de 90. Nosso convidado do domingão (sem faustão) é a incrível banda Acabou La Tequila (vai dizer que você nunca ouviu falar deles!?!?!?!?)

São três dias de folia e brincadeira. Vocês pra lá, eu pra cá, até segunda-feira (mas acabando mesmo no domingo) (e quem não entendeu a citação, vá estudar um pouco de marchinhas de carnaval pra tentar chegar ao meu nível)

Os três shows são no mesmo lugar e eu já falei o nome dele duas vezes, essa será a terceira e penúltima. Oi Futuro de Ipanema. E os ingressos custam R$ 15,00 (e você não vai conseguir me convencer de que não tem esse dinheiro pra gastar porque só de cachaça você gasta o triplo disso em duas horas de bar)


Além dessas extrassensoriais (se não é assim que se escreve essa pourra, que alguém mude as regras de ortografia por favor. Cansei de estar errado) três oportunidades de me ver engrandecendo (mas com muito carinho) o Canastra, no sábado você tem a oportunidade de encher seus olhos da minha visão em dose dupla.

Sim, porque no sábado, depois de homenagear os namorados (mas não todos eles porque eu não sou de ferro) no palco com o Canastra, eu vou sair correndo (e você me acompanhe) pro Cinemathèque, onde acontecerá a festa do dia dos namorados mais tradicional do Rio de Janeiro. Que dirá do Brasil. Quiçá do Continente Americano. Ou até mesmo do planeta! Festa do dia dos namorados tão tradicional quanto essa realmente não existe (ou eu desconheço, o que é uma grande probabilidade visto que eu prefiro não conhecer porcarias).

A festa Brasøv Motel é tradição na cidade do Rio de Janeiro e regiões desde 2009, e todo ano apresenta novidades pseudo-incríveis, piadas pseudo-engraçadas, músicas pseudo-dançantes e, obviamente, oportunidades pseudo-reais de encontrar um par na noite mais pseudo-romântica do calendário romano-brasileiro. E a cada ano, desde sua fundação em 2009, o Brasøv Motel vem angariando mais e mais participantes pra esse bacanal erótico-sensual-musical sempre no Cinemathèque (ou até que sejamos proibidos de realizarmos essa pseudo-suruba por lá. Ou até a casa finalmente fechar e virar um prédio residencial).

E nesse 2010 não podia ser diferente. O Brasøv Motel se instala no Cinemathèque para mais uma de suas milenares edições no dia 12 (dos namorados) de junho a partir das 22h com ingressos a R$ 20,00. Mas se você tiver conhecimentos e for uma pessoa influente, pode entrar na lista amiga e pagar apenas R$ 15,00. Ou se você estiver muito no clima da festa (como eu estarei) e quiser ir trajando um lindo roupão ou uma linda camisola, vai pagar apenas R$ 10,00. Ou até mesmo, se você for uma menina incrível e quiser encarar o frio da rua (mas com certeza o calor da festa) apenas de lingerie, terá sua entrada garantida sem qualquer gasto!!! (lembrando, obviamente, que essa promoção não vale para os marmanjos que estejam pensando em aparecer de cueca na festa. Esses serão denunciados à polícia e, com sorte, presos por atentado ao pudor)
E além de mais um incrível show do Brasøv, o Motel vai contar novamente com a discotecagem de nós mesmos. Os 7 Brasøvers (mesmo que não titulares) vão colocar músicas pra tocar na pista, numa aposta-corrida pra saber quem demora menos tempo pra esvazia-la!

E aí é isso... só nessa brincadeira eu já devo ter gasto uma hora pra escrever isso tudo e você, uns 10 minutos preciosos da sua vida pra ler (ou nenhum minuto se você tiver resolvido me ignorar. Mas se foi esse o caso, você também não está lendo nada disso que eu escrevo em sua referência, o que faz de você uma pessoa muito menor por não ter conhecimento de ter sido citada num texto tão brilhantemente escrito como esse)

É hora então de resumir todas as informações pseudo-importantes contidas nesse texto, e falar pela última vez o local dos shows do Canastra. Vamos ao que interessa.

Canastra no Oi Futuro de Ipanema
Sexta (11 de junho) às 21h
Sábado (12 de junho) às 21h convidando Erika Martins e Gabriel Thomaz
Domingo (13 de junho) às 20h convidando a banda Acabou La Tequila
Ingresso R$ 15,00
Rua Visconde de Pirajá, 54 - Ipanema (obviamente)

Brasøv Motel
Sábado dos namorados (12 de junho) a partir das 22h
Ingressos R$ 20,00
Lista Amiga R$ 15,00
Trajando Roupão ou Camisola R$ 10,00
Trajando uma linda lingerie R$ 00000
Cinemathèque
Rua Voluntários da Pátria, 53 - Botafogo

PS: tem sempre uma professora de plantão pra me corrigir... pelo menos dessa vez ela só encontrou um erro, que já foi corrigido e você, que não leu os comentários aqui, não saberá do que se trata.

E pra finalizar, uma imagem pra acender (sua mula!) a sua imaginação ou apaga-la pra sempre!

sábado, 5 de junho de 2010

o que a gente encontra por aí afora

Pela estrada afora eu vou, normalmente, bem acompanhado e encontro esse tipo de coisa:




Faz sentido?

terça-feira, 1 de junho de 2010

isso é altamente bizarro

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Instrumentos Roubados

Uma das situações mais odiosas do universo deve ser perder seu instrumento de trabalho pra um assaltante.
Por sorte isso ainda não aconteceu comigo, mas já ouvi dizer de ter acontecido com muita gente boa e próxima.

Dessa vez foi com o trombonista do Canastra, o Marco Serra Grande. Ele me manda a mensagem que eu estou tentando repassar de todas as formas possíveis e peço pra que todos que ouvirem falar do assunto, repassem a mensagem por aí.

Dessa forma, a gente dificulta a revenda dos instrumentos e possibilita a recuperação dos mesmos pelos donos.

Aqui vai a mensagem original do Marco, dando conta de um trombone e um trompete roubados:

Meus amigos e colegas de profissão,
Quero comunicar que ontem tive a infelicidade de ser assaltado aqui em Santa Teresa, na compania do meu amigo também músico Tom Ashe. Levaram nossos instrumentos e celulares.
Um trombone YAMAHA YSL-354, dourado, num soft case cinza, contendo um bocal SCHILKE 47B e um trompete YAMAHA YTR-2320, dourado.
Quem puder colaborar repassando esse email a todos os músicos conhecidos ajudaria bastante as chances dos instrumentos serem encontrados.
Agradeço a ajuda de todos!
Abraços

Eu sei que o alcance desse blog não é dos maiores, mas se todo mundo se esforçar minimamente pra repassar a mensagem, o alcance fica muito maior.

Obrigado

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Água de Moringa e Joel Nascimento

Terça-feira foi dia de ver mais um filho ser jogado no mundo.
No Teatro Carlos Gomes, o Água de Moringa lançou seu último disco, Obrigado Joel, que eu gravei e mixei durante quase 5 anos.

A gravação do disco começou em 2005 (acho). Foi interrompida por minha viagem pra Aspen, retomada com minha volta, interrompida por compromissos individuais de cada um dos moringuetes, e sempre retomada novamente. O último gás ao disco foi dado pelo próprio Joel do Nascimento, quando perguntou se a ideia do disco era fazer uma homenagem póstuma a ele. Aí os moringuetes resolveram correr pra fechar últimos solos e me mandar mixar.

As pessoas estão me sacaneando porque eu disse que o show foi lindo e emocionante, mas tenho certeza que já tinha dito isso antes durante a mixagem desse disco (talvez não aqui porque acho que nem tinha um blog, mas com certeza disse isso pra eles do Água). As gravações do disco eram sempre divertidas... os moringuetes são seres muito doentes e loucos, que raramente conseguem falar sério, mesmo quando estão com problemas, como os arranjos do Jayme, pra resolver. As sessões eram sempre cheias de bobagens e risadas, e sempre aquela atenção ao som e à execução. Raramente sobrava tempo pra prestar atenção nas músicas.

A mixagem foi diferente. Mixei o disco sozinho no estúdio. Depois mandava o resultado final por email pra eles e eles comentavam o que podia melhorar ou piorar.
Mas sozinho no estúdio deu pra perceber detalhes dos arranjos e, mais importante, deu pra conhecer as composições do Joel.

O disco tem de tudo. Músicas animadas, músicas tristes, músicas saudosas, músicas lindas e músicas emocionantes.
Tinha momentos em que era difícil continuar trabalhando naquilo friamente. Pensando só em como fazer soar bem cada instrumento e cada detalhe.
No fim das contas, acho que fiz um bom trabalho e me orgulho dele.

E ontem foi o dia do lançamento do disco. Um show do Água de Moringa com participação de Joel Nascimento no Teatro Carlos Gomes.

Casa cheia... muitos amigos e conhecidos... e eu lá, tentando fazer ao vivo o que fiz em estúdio. Tentando fazer soar cada instrumento, cada detalhe de cada música. E tentando me manter trabalhando friamente naquilo. E de novo foi difícil.

No fim do dia, de novo acho que fiz um bom trabalho. Foi um show muito bonito e muito emocionante, e eu espero que muitos outros desse venham por aí, e que eu possa fazer cada um deles.

Parabéns ao Água pelo disco novo (quem quiser ouvir um pouco dele, pode ir no myspace dos moringuetes).
Parabéns ao Joel pela música dele.

E obrigado pela oportunidade