Nas últimas três semanas (sábado retrasado e esse sábado) renovei minha paixão.
Futebol americano é incrível.
Discutir, elaborar estratégias, reagir ao que acontece em campo, decidir entre manter um plano ou ajustá-lo e, principalmente, ver tudo isso acontecer (de preferência) dando certo pra você é um sentimento ótimo.
Jogar também é excelente.
Tenho lembranças do meu início. De como eu não sabia nada de nada do esporte e acabei indo parar na posição de recebedor. Lembro dos meus primeiros treinos, do meu primeiro quarterback. Lembro que naquela época eu pegava todos os passes (as coisas mudaram muuuuuuuuuuuito de lá pra cá).
Depois veio a troca de posição. Fui jogar na defesa. Safety. O último homem da defesa. Eu não sabia nada do assunto ainda. E, obviamente, pelo meu tamanho e inexperiência, joguei muito pouco no início.
Lembro de como comecei a me interessar por uma parte do jogo que não era respeitada. Comecei a me interessar e estudar os times especiais... de chute. Tudo isso em copacabana, no Eagles.
Depois veio a mudança de time. Fui pro Gorilas e troquei de posição lá também. Voltei a ser recebedor. E no primeiro ano do time eu pegava tudo em treinos mas, por algum bloqueio psicológico, não em jogos. E por não ser grande recebedor esse ano, fui saindo de campo. E, em saindo de campo, fui estudando mais e mais os times especiais. E esse primeiro ano com o Gorilas, coordenando os times especiais, fui muito feliz durante quase todo o campeonato. Com exceção de uma jogada que deu errado na hora que não podia ter dado. Mas, bola pra frente que assim é o futebol americano e assim é a vida.
No ano seguinte, voltei pro outro lado da bola, jogando de safety. E dessa vez eu passei tempo dentro de campo. Bastante tempo. Tive bons jogos, tive péssimos jogos. Nunca fui uma estrela no campo, mas fazia meu trabalho e me divertia muito.
Aí o Gorilas acabou e me afastei do campo e dos times. Tentei voltar uma vez no Reptiles. Não tive muito tempo de jogo na defesa mas joguei bastante nos especiais. Cobrir chutes sempre foi uma paixão.
Depois tentei voltar jogando no Titãs. Dessa vez, ainda menos tempo na defesa e pouco tempo nos especiais porque não tinha tempo pra aparecer em treinos. E discordei da filosofia dos times especiais por lá. Infelizmente não deu certo.
Esse ano eu passei metade fora do esporte. Quando resolvi voltar, fui pro Mamutes. Comecei sem jogar... tive uma chance cobrindo punts e depois, talvez por falta de pessoal, talvez por pena de me deixar de fora o tempo todo, fui colocado no time de kickoff pra cobrir o chute.
Nada me faz tão bem quanto jogar em kickoffs. Sempre fiz isso em todos os times que joguei. Nunca fui estrela, como de costume. Por falta de dedicação e físico, talvez. Mas sempre tentei fazer meu trabalho e quase sempre me diverti.
Esse ano, quando voltei a jogar, estava animado mas não achei que fosse dar em nada. Aí comecei a jogar nos kickoffs... São poucas jogadas por jogo (porque depende do time pontuar e, por mais que o Mamutes pontue, nunca vou jogar tanto quanto joga a defesa ou o ataque) mas são jogadas importante. Nas quais nós 11 do time de kickoff entramos pra nos divertir e fazer nosso trabalho.
São tiros de 50 jardas com gente no seu caminho tentando te impedir de prosseguir. Pra encontrar o adversário que está correndo com a bola e terminar a jogada parando o sujeito. Nem sempre você vai conseguir chegar mas, quando chega, é bom resolver o assunto porque é pra isso que você está lá.
Fico satisfeito de saber que das vezes que eu cheguei, na grande maioria eu fiz meu trabalho. Perdi uma ou outra... fiquei muito puto e frustrado por ter perdido as jogadas. E, principalmente, por saber porque eu as perdi. Mas quando consegui, sozinho ou com ajuda, não importa, foi sempre bom demais.
Ontem foi assim... perdi uma. Sei exatamente porque e como eu perdi. Fiquei puto, esbravejei, gritei. Prometi que se tivesse uma próxima, eu não perderia. E teve uma próxima. E eu não perdi. E cheguei junto com o Heron, que também tinha perdido a jogada anterior e também se prometeu não perder a próxima. E chegamos juntos e resolvemos a jogada juntos. Como companheiros de time porque assim é o futebol americano. Um jogo de time. E nessa eu reencontrei a paixão pelo jogo... por estar dentro de campo. Estou velho e sem preparo físico pra ser jogador essencial em qualquer time. Mas ainda tenho fôlego e vontade de continuar contribuindo quando der. E jogando 100% nas jogadas de times especiais. Mesmo que não jogue em mais nenhuma outra jogada.
E fora de campo... a estratégia. Poder ajudar o time com sugestões, dicas, pontos de vista. E ver algumas coisas dando certo...
Bom demais.
Eu sei que a maioria das pessoas que eu conheço não faz ideia de como funciona o futebol americano. Que a maioria das pessoas que eu conheço acham que é um jogo de pura violência e que quem for mais forte ganha. E que não há a menor graça em ver um monte de gente se batendo.
Mas eu vejo mais do que isso. Eu vejo estratégias, alinhamentos, técnicas, ajustes, reações, ideias... e acho isso lindo.
Enquanto isso, Flamengo, Palmeiras e Internacional ganharam, o São Paulo perdeu e tudo se embolou. E domingo que vem o Flamengo joga em casa e, se ganhar, é campeão.
O Rio de Janeiro vai parar por causa desse jogo. Literalmente. Se o Flamengo ganhar então... vai parar ainda mais.
Eu agradeço porque não vou estar na cidade.
Não tenho time... tenho uma simpatia pelo Fluminense por causa da minha avó e porque, nos anos de Gorilas, joguei futebol americano representando o time.
Mas não tenho nada contra o Flamengo ser campeão, a não ser o fato de flamenguista ser muito chato e passar os próximos 10 anos falando de como eles ganharam em 2009.
Não tenho nada contra o Palmeiras ser campeão, a não ser o fato do Muricy, que é excelente técnico, ter mais motivo pra arrogância.
Não tenho nada contra o São Paulo ser campeão, a não ser o fato de que um time que demite seu técnico tricampeão nacional não pode ser lá muito inteligente.
Não tenho nada contra o Inter ser campeão e não ser de nenhum porém simplesmente porque não acompanho futebol suficiente pra encontrar um.
Portanto, que vença quem vencer e que não me encham o saco.
E fico na torcida pra Fluminense e Botafogo se salvarem porque sou carioca.
Mas continuo não respeitando o futebol porque é um esporte que não se respeita.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
infantilidades nem tão geniais
Aproveitando que hoje é "sexta-feira" (que é o título temporário da música), percam tempo olhando pra isso... eu recomendo. Se não olhando, pelo menos ouvindo. Se não ouvindo tudo, pelo menos até o refrão...
A música é de autoria do grande Pedrita do Cavaco, o Poeta dos Pobres, em parceria com Matheus Von Krüger.
Lindamente executada por Pedrita, André Siqueira e Leandro Vasques, e gravada pelo Henrique Vilhena, meu sub (vai falando assim que daqui a pouco eu viro sub dele), porque eu fugi dessa de com força.
Gravado numa altíssima madrugada na Tenda da Raposa (que era um lugar de música respeitável até então, né, Carlinhos?) com aqueles prés e mics sensacionais e na Neve nova (que desperdício...).
Então... divirtam-se.
A música é de autoria do grande Pedrita do Cavaco, o Poeta dos Pobres, em parceria com Matheus Von Krüger.
Lindamente executada por Pedrita, André Siqueira e Leandro Vasques, e gravada pelo Henrique Vilhena, meu sub (vai falando assim que daqui a pouco eu viro sub dele), porque eu fugi dessa de com força.
Gravado numa altíssima madrugada na Tenda da Raposa (que era um lugar de música respeitável até então, né, Carlinhos?) com aqueles prés e mics sensacionais e na Neve nova (que desperdício...).
Então... divirtam-se.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
é isso aí pe-pe-pe-pessoal
No último dia da Mostra acontece o Overdoze, a festa de encerramento. São 12 horas de apresentações de todo mundo que esteve na Mostra e continua no Cariri, começando às 18h de sexta, terminando às 6h de sábado.
O Brasøv era uma das apresentações da Mostra que ainda estava no Cariri, e nós fomos lá tocar às 21h.
Por motivos de descaso da produção (local e própria) nossa passagem de volta estava marcada pras 3h da madrugada de sexta pra sábado, o que significou que perdemos a parte mais interessante da Mostra, que é o Overdoze. Presenciamos apenas os momentos em que lá estivemos para tocar.
A van, que estava marcada pra nos buscar às 20h, chegou 45 minutos depois do horário, ou seja, a 15 minutos do horário em que deveríamos estar tocando na festa...
Por isso, chegamos um pouco na correria e não deu pra olhar direito ao nosso redor. Mas já deu pra sentir que o clima ali era diferente... muito mais gente do que eu vi nos outros dias, todo mundo totalmente empolgado... e a gente correndo.
Subimos no palco sem Ricardinho nem Raphael, que tiveram que partir na véspera. E subimos sem pedaleira de guitarra nem caixa ou pratos de bateria. E não estávamos muito preocupados com essas faltas porque, até então, tínhamos a impressão de que as apresentações do Overdoze eram coisas improvisadas, nas quais outros artistas de outros espetáculos poderiam participar, improvisando e se misturando... mas no fim das contas não foi o que aconteceu. Era mais um show e a gente estava despreparado.
Graças aos meninos da Carroça de Mamulengos, fomos salvos pelo menos na bateria. Nos emprestaram uma caixa e um hi-hat que salvaram a noite. Novamente, muito obrigado Francisco, Ranier e Maria pela imensa ajuda.
Mais preparados um pouco, depois da ajuda, começamos o show. O público animadíssimo, ajudou o show a decolar também... é bem difícil voltar a tocar sem teclado depois de tanto tempo. E sem recursos de efeitos pro Fabiano na guitarra, fica ainda mais complicado. Mas a gente deu um jeito lá e parece que a galera gostou.
Depois do show foram vários encontros com vários artistas que se apresentariam ainda mais tarde no Overdoze. Todos nos convidaram a assistir, e para todos tínhamos que dar a resposta, com o coração partido, de que estávamos a caminho do aeroporto em pouquíssimo tempo.
Se alguma coisa acontecer e o Brasøv for convidado novamente pro ano que vem, já vou preparado pra não sair na hora marcada por causa dos atrasos das vans, já vou com um dinheiro extra pra poder almoçar e jantar sem ter que contar os centavos (Carlinhos, vou aceitar a oferta de 6 reais extras pra refeição ano que vem), já vou preparado pra não conseguir resolver problemas de passagem (ainda aguardo ansiosamente meu reembolso dos 117,30 que tive que pagar pra embarcar no Rio) e já vou pronto pra só ir embora do Cariri no sábado DEPOIS do Overdoze.
Mas por enquanto, é hora de hibernar com o Brasøv. Voltar aquele estado de coma profundo no qual nos encontrávamos na época da feitura do CD. Talvez nos reunirmos de vez em quando pra tomar algumas decisões semi-importantes. E, provavelmente, cessar os shows por um bom tempo. Assim é bom que a gente renova a paciência e talvez não nos estressemos da próxima vez que formos subir num palco.
Muita alegria no Cariri. De volta em casa, é hora de aproveitar o domingo e comemorar o aniversário do Lucas, pra voltar ao batente na segunda (eu sei que tem gravação no domingo, carlinhos, mas finge que eu ainda não voltei. hehehe).
E quando o infeliz do Fabiano me enviar as fotos da viagem, eu faço um post só delas aqui
O Brasøv era uma das apresentações da Mostra que ainda estava no Cariri, e nós fomos lá tocar às 21h.
Por motivos de descaso da produção (local e própria) nossa passagem de volta estava marcada pras 3h da madrugada de sexta pra sábado, o que significou que perdemos a parte mais interessante da Mostra, que é o Overdoze. Presenciamos apenas os momentos em que lá estivemos para tocar.
A van, que estava marcada pra nos buscar às 20h, chegou 45 minutos depois do horário, ou seja, a 15 minutos do horário em que deveríamos estar tocando na festa...
Por isso, chegamos um pouco na correria e não deu pra olhar direito ao nosso redor. Mas já deu pra sentir que o clima ali era diferente... muito mais gente do que eu vi nos outros dias, todo mundo totalmente empolgado... e a gente correndo.
Subimos no palco sem Ricardinho nem Raphael, que tiveram que partir na véspera. E subimos sem pedaleira de guitarra nem caixa ou pratos de bateria. E não estávamos muito preocupados com essas faltas porque, até então, tínhamos a impressão de que as apresentações do Overdoze eram coisas improvisadas, nas quais outros artistas de outros espetáculos poderiam participar, improvisando e se misturando... mas no fim das contas não foi o que aconteceu. Era mais um show e a gente estava despreparado.
Graças aos meninos da Carroça de Mamulengos, fomos salvos pelo menos na bateria. Nos emprestaram uma caixa e um hi-hat que salvaram a noite. Novamente, muito obrigado Francisco, Ranier e Maria pela imensa ajuda.
Mais preparados um pouco, depois da ajuda, começamos o show. O público animadíssimo, ajudou o show a decolar também... é bem difícil voltar a tocar sem teclado depois de tanto tempo. E sem recursos de efeitos pro Fabiano na guitarra, fica ainda mais complicado. Mas a gente deu um jeito lá e parece que a galera gostou.
Depois do show foram vários encontros com vários artistas que se apresentariam ainda mais tarde no Overdoze. Todos nos convidaram a assistir, e para todos tínhamos que dar a resposta, com o coração partido, de que estávamos a caminho do aeroporto em pouquíssimo tempo.
Se alguma coisa acontecer e o Brasøv for convidado novamente pro ano que vem, já vou preparado pra não sair na hora marcada por causa dos atrasos das vans, já vou com um dinheiro extra pra poder almoçar e jantar sem ter que contar os centavos (Carlinhos, vou aceitar a oferta de 6 reais extras pra refeição ano que vem), já vou preparado pra não conseguir resolver problemas de passagem (ainda aguardo ansiosamente meu reembolso dos 117,30 que tive que pagar pra embarcar no Rio) e já vou pronto pra só ir embora do Cariri no sábado DEPOIS do Overdoze.
Mas por enquanto, é hora de hibernar com o Brasøv. Voltar aquele estado de coma profundo no qual nos encontrávamos na época da feitura do CD. Talvez nos reunirmos de vez em quando pra tomar algumas decisões semi-importantes. E, provavelmente, cessar os shows por um bom tempo. Assim é bom que a gente renova a paciência e talvez não nos estressemos da próxima vez que formos subir num palco.
Muita alegria no Cariri. De volta em casa, é hora de aproveitar o domingo e comemorar o aniversário do Lucas, pra voltar ao batente na segunda (eu sei que tem gravação no domingo, carlinhos, mas finge que eu ainda não voltei. hehehe).
E quando o infeliz do Fabiano me enviar as fotos da viagem, eu faço um post só delas aqui
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
um modelo de eficiência
Estou arrependido até agora de ter brigado pra não sair do hotel ontem ao meio dia, rumo a Nova Olinda.
Brigamos pra só sair as 16h que era pra gente descansar... porque a passagem de som não ia adiantar de nada se teríamos que desmontar tudo pra o espetáculo do Palhaço Xuxu.
E essa briga foi toda baseada no desgaste atual da banda.
Mas dessa vez a briga estava toda errada... era pra gente ter saído ao meio dia... chegado cedo em Nova Olinda e tido a chance de conhecer a Casa Grande em funcionamento. Durante o horário de trabalho das crianças.
Infelizmente, chegamos já no fim do dia, e a maioria das atividades estavam terminadas ou terminando (infelizmente também, o Fabiano não me deu a câmera dele pra eu roubar as fotos e ilustrar esse post, que ficaria muito mais incrível).
Deu tempo suficiente pra ver a rádio, uma ilha de edição da TV, conhecer os integrantes da banda Os Cabinha. E ficar altamente bem impressionado, emocionado e esperançoso com o que vimos.
Não sei dos detalhes da Fundação porque não tive tempo de descobrir, mas ouvi muito falar do lugar durante os dias que passamos aqui no Cariri. Todo mundo sempre super entusiasmado com o assunto... o próprio Ricardinho que já esteve por lá falava super animado.
O caso é que a Casa Grande é um projeto incrível. Uma casa onde há um memorial, uma TV, uma rádio comunitária, um estúdio, um teatro, uma editora, algumas bandas, uma gibiteca, DVDteca, discoteca, biblioteca... uma fundação que arrecada dinheiro com venda de produtos e outros serviços...
tudo isso administrado por crianças!
Mas assim... realmente administrado por crianças. Demos uma entrevista na Rádio Casa Grande FM, onde fomos recebidos pelo Arthur (que também é baixista d'Os Cabinha), que cuidava da rádio sozinho, do auge de seus 12 anos. Fomos entrevistados pela Valêsca que, apesar de ser das mais velhas da Casa, tem apenas 18 anos. Depois disso, conhecemos o pessoal da banda Os Cabinha. O guitarrista José Wilson, de 12 anos (que também é gerente do almoxarifado); o baterista Daniel, que não deve ter mais do que 12 anos também; e o percussionista Iêdo, também de 12 anos.
Conhecemos muitas outras dessas crianças cujos nomes não vou lembrar agora e não vou ser capaz de reconhecer nas fotos, mas que tomam conta daquele lugar. E tomam conta muito melhor do que muito marmanjo toma conta dos lugares que a gente conhece por aí.
Ouvi dizer ontem que tem gente de Nova Olinda que acha um absurdo o que a Casa Grande faz. Que criança não devia fazer esse tipo de coisa (como se aprender não fosse a única responsabilidade das crianças)...
ouvindo isso eu só conseguia pensar que absurdo mesmo é ter tanto adulto administrando coisas por aí de um jeito tão ridículo que era melhor dar nas mãos dessas crianças.
Deu muito arrependimento de não ter visto o estúdio em atividade. A editora. De ter passeado pela casa pra conhecer cada cantinho, ver cada uma das fotos que eles têm penduradas nas paredes.
E deu muita vontade de voltar pra cá qualquer dia desses... e de algum jeito espalhar essa ideia, e mostrar como isso dá certo e como as coisas podem ser tão diferentes por aí se as pessoas fizessem um mínimo de esforço pra fazer acontecer, como essas crianças fazem.
É realmente difícil lidar com a incompetência das pessoas depois de ter passado por essa experiência.
Mas enfim, ainda não sei nem que horas a van deve chegar aqui pra nos buscar pra tocarmos hoje... de volta à realidade adulta.
Brigamos pra só sair as 16h que era pra gente descansar... porque a passagem de som não ia adiantar de nada se teríamos que desmontar tudo pra o espetáculo do Palhaço Xuxu.
E essa briga foi toda baseada no desgaste atual da banda.
Mas dessa vez a briga estava toda errada... era pra gente ter saído ao meio dia... chegado cedo em Nova Olinda e tido a chance de conhecer a Casa Grande em funcionamento. Durante o horário de trabalho das crianças.
Infelizmente, chegamos já no fim do dia, e a maioria das atividades estavam terminadas ou terminando (infelizmente também, o Fabiano não me deu a câmera dele pra eu roubar as fotos e ilustrar esse post, que ficaria muito mais incrível).
Deu tempo suficiente pra ver a rádio, uma ilha de edição da TV, conhecer os integrantes da banda Os Cabinha. E ficar altamente bem impressionado, emocionado e esperançoso com o que vimos.
Não sei dos detalhes da Fundação porque não tive tempo de descobrir, mas ouvi muito falar do lugar durante os dias que passamos aqui no Cariri. Todo mundo sempre super entusiasmado com o assunto... o próprio Ricardinho que já esteve por lá falava super animado.
O caso é que a Casa Grande é um projeto incrível. Uma casa onde há um memorial, uma TV, uma rádio comunitária, um estúdio, um teatro, uma editora, algumas bandas, uma gibiteca, DVDteca, discoteca, biblioteca... uma fundação que arrecada dinheiro com venda de produtos e outros serviços...
tudo isso administrado por crianças!
Mas assim... realmente administrado por crianças. Demos uma entrevista na Rádio Casa Grande FM, onde fomos recebidos pelo Arthur (que também é baixista d'Os Cabinha), que cuidava da rádio sozinho, do auge de seus 12 anos. Fomos entrevistados pela Valêsca que, apesar de ser das mais velhas da Casa, tem apenas 18 anos. Depois disso, conhecemos o pessoal da banda Os Cabinha. O guitarrista José Wilson, de 12 anos (que também é gerente do almoxarifado); o baterista Daniel, que não deve ter mais do que 12 anos também; e o percussionista Iêdo, também de 12 anos.
Conhecemos muitas outras dessas crianças cujos nomes não vou lembrar agora e não vou ser capaz de reconhecer nas fotos, mas que tomam conta daquele lugar. E tomam conta muito melhor do que muito marmanjo toma conta dos lugares que a gente conhece por aí.
Ouvi dizer ontem que tem gente de Nova Olinda que acha um absurdo o que a Casa Grande faz. Que criança não devia fazer esse tipo de coisa (como se aprender não fosse a única responsabilidade das crianças)...
ouvindo isso eu só conseguia pensar que absurdo mesmo é ter tanto adulto administrando coisas por aí de um jeito tão ridículo que era melhor dar nas mãos dessas crianças.
Deu muito arrependimento de não ter visto o estúdio em atividade. A editora. De ter passeado pela casa pra conhecer cada cantinho, ver cada uma das fotos que eles têm penduradas nas paredes.
E deu muita vontade de voltar pra cá qualquer dia desses... e de algum jeito espalhar essa ideia, e mostrar como isso dá certo e como as coisas podem ser tão diferentes por aí se as pessoas fizessem um mínimo de esforço pra fazer acontecer, como essas crianças fazem.
É realmente difícil lidar com a incompetência das pessoas depois de ter passado por essa experiência.
Mas enfim, ainda não sei nem que horas a van deve chegar aqui pra nos buscar pra tocarmos hoje... de volta à realidade adulta.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ontem foi dia de Crato
E nós acordamos cedo e fui tomar café da manhã (coisa que já não repeti hoje).
E acabou que essa foi a única atividade do dia... até a hora da passagem de som. Pelo menos pra mim. A preguiça é grande demais em mim.
A van pro Crato pra passagem de som atrasou. Mas isso não é nenhuma novidade... nenhuma van aqui jamais chegou o horário marcado e não ia ser essa que ia ser diferente. Mas quase sem estresse, fomos pro palco.
Palco gigante, alto... chegamos lá com tudo já montado. Parece que o Crato é um centro de organização no meio dessa coisa toda. Passamos o som com certa tranquilidade e ficou ótimo.
Gastamos os 6 reais de almoço (e muto mais, claro) tentando inventar o que comer e pegamos a van de volta pro hotel em Juazeiro.
Mais um tempo de inatividade no hotel até a hora de partir para o show.
A van atrasou, mas se eu ficar escrevendo isso a cada vez que isso acontecer, vou ficar muito repetitivo.
Tinha um bom público pro show mas a chuva resolveu cair antes de a gente começar e assustou a banda... o público não.
Todo mundo ficou ali, embaixo de chuva, conhecendo o Brasøv. E o show foi sensacional... tarde, mas sensacional.
Chegamos de volta ao hotel tipo 4 da manhã, todo mundo capotou e agora é hora de procurar alguma coisa pra comer por 6 reais e partir pra Nova Olinda, onde os problemas já começaram mas a gente vai fazer de tudo pra não se estressar (afinal, a Bia ta aqui pra isso) e fazer mais um show foda como os dois primeiros.
e fora isso... acho que não há mais nada
E acabou que essa foi a única atividade do dia... até a hora da passagem de som. Pelo menos pra mim. A preguiça é grande demais em mim.
A van pro Crato pra passagem de som atrasou. Mas isso não é nenhuma novidade... nenhuma van aqui jamais chegou o horário marcado e não ia ser essa que ia ser diferente. Mas quase sem estresse, fomos pro palco.
Palco gigante, alto... chegamos lá com tudo já montado. Parece que o Crato é um centro de organização no meio dessa coisa toda. Passamos o som com certa tranquilidade e ficou ótimo.
Gastamos os 6 reais de almoço (e muto mais, claro) tentando inventar o que comer e pegamos a van de volta pro hotel em Juazeiro.
Mais um tempo de inatividade no hotel até a hora de partir para o show.
A van atrasou, mas se eu ficar escrevendo isso a cada vez que isso acontecer, vou ficar muito repetitivo.
Tinha um bom público pro show mas a chuva resolveu cair antes de a gente começar e assustou a banda... o público não.
Todo mundo ficou ali, embaixo de chuva, conhecendo o Brasøv. E o show foi sensacional... tarde, mas sensacional.
Chegamos de volta ao hotel tipo 4 da manhã, todo mundo capotou e agora é hora de procurar alguma coisa pra comer por 6 reais e partir pra Nova Olinda, onde os problemas já começaram mas a gente vai fazer de tudo pra não se estressar (afinal, a Bia ta aqui pra isso) e fazer mais um show foda como os dois primeiros.
e fora isso... acho que não há mais nada
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
e a festa continua
Onde estávamos no último post?
Ah... sim... tínhamos acabado de conseguir entrar nos quartos recém liberados por gente que foi embora na madrugada... arrumaram panos pra gente trocar e iamos tentar dormir.
Terça-feira chegou e nós fomos almoçar na hora que acordamos (o que não é nenhuma novidade pra mim). O SESC distribuiu uns tickets pra cada um de nós da banda... 2 tickets por dia pra alimentação. E deu uma lista de restaurantes conveniados. Então fomos procurar um deles... chegamos, comida a quilo... bastante boa, por sinal, e barata (ainda bem).
Eu me servi de um prato, pensando em repetir depois, já que o tal do ticket de alimentação devia dar conta da minha comida. Um ticket pro almoço, um pro jantar, pensei eu.
Eis que me passam a informação de que cada ticket valia 6 reais nos restaurantes...
6 reais por ticket... 2 tickets por dia. Nossa diária de alimentação aqui na Mostra SESC é de 12 reais.
Alguém aí consegue almoçar e jantar por 12 reais no Brasil? (eu sei... muita gente passa fome e/ou dá um jeito de comer por muito menos. Se eu tivesse uma cozinha aqui no hotel eu poderia gastar 12 reais comprando ingredientes pra fazer minha comida. Mas não é o caso. Mas tudo bem... vou reformular a pergunta)
Alguém aí consegue almoçar e jantar fora de casa por 12 reais?
Sem mais sobre o assunto no momento...
No fim da tarde fomos pro SESC aqui de Juazeiro, onde faríamos nosso show. Chegamos lá com o grupo Segunda Toada para João e Maria (ou pelo menos eu acho que é esse o nome do grupo, de acordo com a programação da Mostra) se apresentando. Deu muita pena da moça que cantava com uns 800 mil kwatts de potência de luz na cara dela e o suor quase jorrando do rosto da coitada.
E deu muita pena de nós todos também, porque nos apresentaríamos em pouco tempo debaixo daquela mesma lua artificial.
Ao lado do palco, dentro de um teatro ar refrigerado, o Felipe montava o cenário de sua peça "Ele precisa começar" que eu, desnaturado, não vi nos tantos meses que ela ficou em cartaz no Rio. Aproveitamos que tínhamos tempo de espera até o fim do show da Toada e fomos pra dentro do ar refrigerado do teatro para um breve refresco.
Pois que não tarda a vir a má notícia. Ricardinho vem com a informação que, depois de inúmeras tentativas de entender o que dizia o sujeito, depois de pedir pra ele falar mais alto, mais lento, mais claro, ele finalmente entendeu que o rapaz dizia, como se estivesse dizendo uma única palavra "abateriataaímascomoéquevaiiçarospratos?"
Como é que vai içar os pratos? Como assim? Oras, muito simples... não havia ferragem de bateria. Estavam apenas os tambores da bateria no palco. As ferragens não vieram... aparentemente, ou o povo não sabe ler o rider ou se confundiu imensamente na hora de executa-lo.
Problema não é meu... nossa produtora honorária, Bia Brownie (que agora trata de assuntos mais sérios também), foi correr atrás do prejuízo enquanto nós nos refrescávamos no belíssimo teatro Patativa do Assaré.
Um tempo depois fomos montar o palco. As ferragens da bateria chegaram durante esse processo. Conseguimos tirar som de tudo sem muito problema, montar tudo sem muita demora, jogar um pouco de frisbee enquanto isso...
E, no fim das contas, o show foi foda... passamos um calor com os milhões de watts de potência da luz, mas nada que nosso disfarce de Canastra não resolvesse (gostaria de ilustrar tudo isso com fotos, mas não sei se alguém tirou dessas e eu, com certeza, não o fiz. Até porque não tenho mais câmera)..
O som estava bom. O público, apesar de pouco, bem animado e interessado. Ninguém xingou a gente, nem jogou coisas no palco, nem nada do gênero. Microfones sem fio são a melhor invenção do mundo para o Brasøv (preciso mudar isso no rider e preciso comprar o meu pro sax... ou seja, preciso ficar rico!). O que mais se pode dizer da apresentação?
Sempre serve pra deixar de lado as questões que costumam surgir no Brasøv. O que, por um lado, é ótimo. Por outro é péssimo (mas diz aí... o que não tem um lado ótimo e um lado péssimo?).
Depois do show, uma horinha de descanso antes de voltar ao ar refrigerado do teatro, desta vez pra assistir a peça do Felipe Rocha (o homem objeto). "Ele precisa começar" é uma espaçonave de beleza cintilante. Se eu tivesse tido a pachorra de ir assisti-la no Rio eu com certeza me esforçaria em indica-la às pessoas. Mas não... não tive essa mínima competência.
Eram quase 2 da manhã quando ao hotel voltamos. E hoje é dia de Crato. Daqui a pouco sairemos para esta empreitada. Felipe já está lá montando o teatro pra peça. Nos veremos em breve, com muito amor no coração, harmonia, ternura, suingue e simpatia
Ah... sim... tínhamos acabado de conseguir entrar nos quartos recém liberados por gente que foi embora na madrugada... arrumaram panos pra gente trocar e iamos tentar dormir.
Terça-feira chegou e nós fomos almoçar na hora que acordamos (o que não é nenhuma novidade pra mim). O SESC distribuiu uns tickets pra cada um de nós da banda... 2 tickets por dia pra alimentação. E deu uma lista de restaurantes conveniados. Então fomos procurar um deles... chegamos, comida a quilo... bastante boa, por sinal, e barata (ainda bem).
Eu me servi de um prato, pensando em repetir depois, já que o tal do ticket de alimentação devia dar conta da minha comida. Um ticket pro almoço, um pro jantar, pensei eu.
Eis que me passam a informação de que cada ticket valia 6 reais nos restaurantes...
6 reais por ticket... 2 tickets por dia. Nossa diária de alimentação aqui na Mostra SESC é de 12 reais.
Alguém aí consegue almoçar e jantar por 12 reais no Brasil? (eu sei... muita gente passa fome e/ou dá um jeito de comer por muito menos. Se eu tivesse uma cozinha aqui no hotel eu poderia gastar 12 reais comprando ingredientes pra fazer minha comida. Mas não é o caso. Mas tudo bem... vou reformular a pergunta)
Alguém aí consegue almoçar e jantar fora de casa por 12 reais?
Sem mais sobre o assunto no momento...
No fim da tarde fomos pro SESC aqui de Juazeiro, onde faríamos nosso show. Chegamos lá com o grupo Segunda Toada para João e Maria (ou pelo menos eu acho que é esse o nome do grupo, de acordo com a programação da Mostra) se apresentando. Deu muita pena da moça que cantava com uns 800 mil kwatts de potência de luz na cara dela e o suor quase jorrando do rosto da coitada.
E deu muita pena de nós todos também, porque nos apresentaríamos em pouco tempo debaixo daquela mesma lua artificial.
Ao lado do palco, dentro de um teatro ar refrigerado, o Felipe montava o cenário de sua peça "Ele precisa começar" que eu, desnaturado, não vi nos tantos meses que ela ficou em cartaz no Rio. Aproveitamos que tínhamos tempo de espera até o fim do show da Toada e fomos pra dentro do ar refrigerado do teatro para um breve refresco.
Pois que não tarda a vir a má notícia. Ricardinho vem com a informação que, depois de inúmeras tentativas de entender o que dizia o sujeito, depois de pedir pra ele falar mais alto, mais lento, mais claro, ele finalmente entendeu que o rapaz dizia, como se estivesse dizendo uma única palavra "abateriataaímascomoéquevaiiçarospratos?"
Como é que vai içar os pratos? Como assim? Oras, muito simples... não havia ferragem de bateria. Estavam apenas os tambores da bateria no palco. As ferragens não vieram... aparentemente, ou o povo não sabe ler o rider ou se confundiu imensamente na hora de executa-lo.
Problema não é meu... nossa produtora honorária, Bia Brownie (que agora trata de assuntos mais sérios também), foi correr atrás do prejuízo enquanto nós nos refrescávamos no belíssimo teatro Patativa do Assaré.
Um tempo depois fomos montar o palco. As ferragens da bateria chegaram durante esse processo. Conseguimos tirar som de tudo sem muito problema, montar tudo sem muita demora, jogar um pouco de frisbee enquanto isso...
E, no fim das contas, o show foi foda... passamos um calor com os milhões de watts de potência da luz, mas nada que nosso disfarce de Canastra não resolvesse (gostaria de ilustrar tudo isso com fotos, mas não sei se alguém tirou dessas e eu, com certeza, não o fiz. Até porque não tenho mais câmera)..
O som estava bom. O público, apesar de pouco, bem animado e interessado. Ninguém xingou a gente, nem jogou coisas no palco, nem nada do gênero. Microfones sem fio são a melhor invenção do mundo para o Brasøv (preciso mudar isso no rider e preciso comprar o meu pro sax... ou seja, preciso ficar rico!). O que mais se pode dizer da apresentação?
Sempre serve pra deixar de lado as questões que costumam surgir no Brasøv. O que, por um lado, é ótimo. Por outro é péssimo (mas diz aí... o que não tem um lado ótimo e um lado péssimo?).
Depois do show, uma horinha de descanso antes de voltar ao ar refrigerado do teatro, desta vez pra assistir a peça do Felipe Rocha (o homem objeto). "Ele precisa começar" é uma espaçonave de beleza cintilante. Se eu tivesse tido a pachorra de ir assisti-la no Rio eu com certeza me esforçaria em indica-la às pessoas. Mas não... não tive essa mínima competência.
Eram quase 2 da manhã quando ao hotel voltamos. E hoje é dia de Crato. Daqui a pouco sairemos para esta empreitada. Felipe já está lá montando o teatro pra peça. Nos veremos em breve, com muito amor no coração, harmonia, ternura, suingue e simpatia
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
ah, o cariri
Cá estamos no Cariri, precisamente em Juazeiro do Norte, pra mostra SESC Cariri de Cultura. Chegamos há pouco de fora, do aeroporto direto pro hotel. E as desaventuras já começaram cedo (ou tarde, dependendo do referencial)
Há uma semana atrás a gente cobrava insistentemente do nosso produtor as informações dos nossos voos, hoteis, locais e horários de show... pra saber o que ia acontecer. E ele dizia que a produção da mostra não estava passando as informações pra ele. Que ele estava cobrando direto e nenhuma resposta vinha daqui.
Na sexta-feira ele finalmente enviou o email com dados da viagem.
No sábado eu liguei pra gol, com meu localizador, pra tentar mudar minha passagem de volta. Quando passei o localizador pro atendente (um enrolado, por sinal), ele me disse que tinha uma cobrança de R$ 117,30 no meu nome. Passou uns 15 minutos tentando descobrir o porque da cobrança, e só soube me dizer que era de alguma mudança que já tinha sido feita anteriormente. Perguntou como eu pagaria por essa cobrança e eu disse que não pagaria... que a produção do evento ia resolver.
Mandei email pro Thiago, o produtor do Brasøv, com todos os dados do que estava acontecendo, liguei pra ele e disse pra ele entrar em contato com o povo daqui pra resolver o caso porque, se não fosse paga a tal cobrança, eu não ia poder embarcar.
Ele me disse que ia resolver.
Pois hoje eu saí de casa as 18:45 pra não pegar trânsito e garantir que estaria no Galeão às 20h pra fazer o check in. Estava chovendo, hora do rush, achei que fosse perder um tempo... e 19:20 eu estava no aeroporto... idiota.
Fomos todos pro check in... um por um (porque o sujeito do check in era outro enrolado) fazendo suas passagens, vendo documento e despachando (dispachando?) malas. Por acaso, eu fiquei por último. E como o sistema da gol para o nosso voo estava com algum problema na marcação de assentos (ou acentos?), cada check in estava demorando uns 10 minutos pra ser feito. O que fez com que o processo do meu check in só fosse iniciado as 20:30. O voo marcado pras 21:05.
Aí o cara foi lá atrás da esteira pra resolver a questão dos assentos que não se marcavam no computador por causa do sistema... demorou uns 5 minutos por lá, e voltou dizendo que havia uma cobrança de R$ 117,30, e que por isso ele não estava conseguindo emitir minha passagem.
O idiota aqui teve que pagar a tal da cobrança. Pago no Visa Electron. Vamos até o balcão de vendas da gol, passa o cartão, digita a senha... erro no código de segurança. Tenta uma segunda vez... erro de novo. Foda-se! pago no cartão de crédito.
Ok, então vamos voltar pro balcão do check in porque crédito passa lá.
E nisso, o tempo passando e o voo marcado pras 21:05 e agora já eram 20:40...
No balcão do check in, passa o cartão de crédito... paga a porra da cobrança que não sei nem do que se trata. E lá vai o sujeito pra trás da esteira emitir minha passagem porque o computador não ta fazendo isso por causa dos assentos que... putaquemepariu!
Eram 20:50 quando eu finalmente recebi minha passagem, tickets de bagagem e saí correndo pro portão de embarque pra entrar estressado no avião e...
a porra do voo atrasar meia hora.
E a saga não termina no início... óbvio que não.
Pois chegamos a Juazeiro do Norte... uma temperatura bastante mais agradável do que no Rio (ainda bem), pegamos a van da mostra e viemos pro hotel. A produtora da mostra encosta no balcão e diz que está com o Brasøv pra fazer o check in. O sujeito na recepção olha o computador dele... e a reserva pro Brasøv é só pro dia 17.
- Ué, mas já são mais de meia noite... já é dia 17
- Sim, mas a reserva pro dia 17 só abre ao meio dia (como em todo hotel do universo, mas aparentemente o povo da mostra não sabe disso)
- Mas não tem os quartos pra eles? Depois a gente resolve esse lance da reserva.
- Não tem... o hotel ta lotado.
(e um outro sujeito encostado num canto diz) - mas acabou de sair um pessoal pro aeroporto
- ah é... tem uns quartos do pessoal que acabou de sair tem meia hora. Mas os quartos não estão limpos e as camareiras não trabalham a essa hora. Mas se vocês quiserem, a gente dá os panos pra vocês (sim... roupa de cama e toalhas são "panos" por aqui). A gente só não vai forrar as camas pra vocês...
Se não tem remédio, remediado está.
Enquanto isso...
Felipe chegou com a gente e, conforme combinado com o pessoal da produção, foi direto pro teatro montar o cenário da peça que ele também vai apresentar na mostra. E lá se foi ele e...
(barulho de grilos)
De repente ele aparece na recepção do hotel, onde estávamos todos os Brasøvers sentados esperando alguém resolver alguma coisa dos quartos.
- Ué? Já montou?
- Não... não tinha ninguém no teatro...
E se é assim no primeiro dia, imagina só o que vem por aí!
Mal posso esperar
Pelo menos a internet do hotel resolveu funcionar
Há uma semana atrás a gente cobrava insistentemente do nosso produtor as informações dos nossos voos, hoteis, locais e horários de show... pra saber o que ia acontecer. E ele dizia que a produção da mostra não estava passando as informações pra ele. Que ele estava cobrando direto e nenhuma resposta vinha daqui.
Na sexta-feira ele finalmente enviou o email com dados da viagem.
No sábado eu liguei pra gol, com meu localizador, pra tentar mudar minha passagem de volta. Quando passei o localizador pro atendente (um enrolado, por sinal), ele me disse que tinha uma cobrança de R$ 117,30 no meu nome. Passou uns 15 minutos tentando descobrir o porque da cobrança, e só soube me dizer que era de alguma mudança que já tinha sido feita anteriormente. Perguntou como eu pagaria por essa cobrança e eu disse que não pagaria... que a produção do evento ia resolver.
Mandei email pro Thiago, o produtor do Brasøv, com todos os dados do que estava acontecendo, liguei pra ele e disse pra ele entrar em contato com o povo daqui pra resolver o caso porque, se não fosse paga a tal cobrança, eu não ia poder embarcar.
Ele me disse que ia resolver.
Pois hoje eu saí de casa as 18:45 pra não pegar trânsito e garantir que estaria no Galeão às 20h pra fazer o check in. Estava chovendo, hora do rush, achei que fosse perder um tempo... e 19:20 eu estava no aeroporto... idiota.
Fomos todos pro check in... um por um (porque o sujeito do check in era outro enrolado) fazendo suas passagens, vendo documento e despachando (dispachando?) malas. Por acaso, eu fiquei por último. E como o sistema da gol para o nosso voo estava com algum problema na marcação de assentos (ou acentos?), cada check in estava demorando uns 10 minutos pra ser feito. O que fez com que o processo do meu check in só fosse iniciado as 20:30. O voo marcado pras 21:05.
Aí o cara foi lá atrás da esteira pra resolver a questão dos assentos que não se marcavam no computador por causa do sistema... demorou uns 5 minutos por lá, e voltou dizendo que havia uma cobrança de R$ 117,30, e que por isso ele não estava conseguindo emitir minha passagem.
O idiota aqui teve que pagar a tal da cobrança. Pago no Visa Electron. Vamos até o balcão de vendas da gol, passa o cartão, digita a senha... erro no código de segurança. Tenta uma segunda vez... erro de novo. Foda-se! pago no cartão de crédito.
Ok, então vamos voltar pro balcão do check in porque crédito passa lá.
E nisso, o tempo passando e o voo marcado pras 21:05 e agora já eram 20:40...
No balcão do check in, passa o cartão de crédito... paga a porra da cobrança que não sei nem do que se trata. E lá vai o sujeito pra trás da esteira emitir minha passagem porque o computador não ta fazendo isso por causa dos assentos que... putaquemepariu!
Eram 20:50 quando eu finalmente recebi minha passagem, tickets de bagagem e saí correndo pro portão de embarque pra entrar estressado no avião e...
a porra do voo atrasar meia hora.
E a saga não termina no início... óbvio que não.
Pois chegamos a Juazeiro do Norte... uma temperatura bastante mais agradável do que no Rio (ainda bem), pegamos a van da mostra e viemos pro hotel. A produtora da mostra encosta no balcão e diz que está com o Brasøv pra fazer o check in. O sujeito na recepção olha o computador dele... e a reserva pro Brasøv é só pro dia 17.
- Ué, mas já são mais de meia noite... já é dia 17
- Sim, mas a reserva pro dia 17 só abre ao meio dia (como em todo hotel do universo, mas aparentemente o povo da mostra não sabe disso)
- Mas não tem os quartos pra eles? Depois a gente resolve esse lance da reserva.
- Não tem... o hotel ta lotado.
(e um outro sujeito encostado num canto diz) - mas acabou de sair um pessoal pro aeroporto
- ah é... tem uns quartos do pessoal que acabou de sair tem meia hora. Mas os quartos não estão limpos e as camareiras não trabalham a essa hora. Mas se vocês quiserem, a gente dá os panos pra vocês (sim... roupa de cama e toalhas são "panos" por aqui). A gente só não vai forrar as camas pra vocês...
Se não tem remédio, remediado está.
Enquanto isso...
Felipe chegou com a gente e, conforme combinado com o pessoal da produção, foi direto pro teatro montar o cenário da peça que ele também vai apresentar na mostra. E lá se foi ele e...
(barulho de grilos)
De repente ele aparece na recepção do hotel, onde estávamos todos os Brasøvers sentados esperando alguém resolver alguma coisa dos quartos.
- Ué? Já montou?
- Não... não tinha ninguém no teatro...
E se é assim no primeiro dia, imagina só o que vem por aí!
Mal posso esperar
Pelo menos a internet do hotel resolveu funcionar
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
o mundo está perdido mesmo
Do "respeitável" portal da UOL

isso realmente não faz o menor sentido...
ou eu sou um idiota e acho que escrever assim é errado (o que não e tão impossível assim, visto meu analfabetismo), ou nego realmente já não dá mais a menor importância pra escrever minimamente direito...
Visando A enfrentar está errado, não? Ou eu sou um idiota?
EDIÇÃO:
Estou recebendo notícia de que é provável que eu seja mesmo um idiota. Ainda assim... se não está errado, deveria estar. Que se fodam as regras. Eu estou dizendo!

isso realmente não faz o menor sentido...
ou eu sou um idiota e acho que escrever assim é errado (o que não e tão impossível assim, visto meu analfabetismo), ou nego realmente já não dá mais a menor importância pra escrever minimamente direito...
Visando A enfrentar está errado, não? Ou eu sou um idiota?
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Estou recebendo notícia de que é provável que eu seja mesmo um idiota. Ainda assim... se não está errado, deveria estar. Que se fodam as regras. Eu estou dizendo!
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